sexta-feira, 6 de junho de 2008

Você tem 34 minutos de sua vida para desperdiçar? Desperdiçar, não: investir. Se sim, ouça o álbum Philosophy Of The World do The Shaggs. Depois dessa pérola do... me pegou, não sei classificar essa... mas enfim: depois disso, você vai ver música com outros olhos.

Imagine o que pode dar quando um pai ambicioso dá instrumentos musicais para três filhas sem a mínima noção de música e grava um disco, porque Deus disse pra ele que elas iriam fazer sucesso. Vai dar errado, claro: Jacksons Five só acontece uma vez.

Ouça My Pal Foot Foot (você pode até esperar algo aceitável no começo, mas a cada instante vai ficando pior: chega a ter uma hora que a bateria parece aleatória, como se um cachorro São Bernardo tivesse entrado dentro do estúdio), It's Halloween e Who Are Parents (essa última tira toda a esperança que você tinha da coisa ter sido feita de propósito).

Em tempo: O All Music Guide deu 4,5 pra esse álbum (e, ao contrário do que você pode pensar, a escala deles vai de 0 até 5 e não de 0 até 10.000)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Álbum: Hopes And Fears

Álbum de estréia da banda Keane, no já distante 2004. No melhor estilo Piano Pop (para alguns parecido até demais com Coldplay) traz o Piano como instrumento líder da música. Muito bem feito, do começo ao fim, traz na mídia quatro pedradas da banda: Somewhere Only We Know, Everybody's Changing, Bedshaped e This Is The Last Time. Destaque também para Untitled 1, que foge um pouco da pegada do restante do álbum. É quase um Best Of Keane.

A crítica, por outro lado, pegou pesado com Keane, tanto no Hopes And Fears como no Under The Iron Sea: Seus álbuns chegaram a ser intitulados como AAA ROM (Adult Album Alternative Radiohead-Oriented Music). Quem espera música pra dançar ou revoltada, compre um CD do Tiesto ou do Dead Kennedys (respectivamente). Caso contrário você vai odiar Hopes And Fear.

É a cara de: Curtir uma fossa: Bem romântico, sem precisar da tag de "Desaconselhável para diabéticos"
Compre o CD: Submarino

Álbum: At Folsom Prison

Em meados de 1957, Johnny Cash bateu na porta da Sun Records pra mostrar seu trabalho. Uma das músicas que lhe garantiu o primeiro álbum foi Folson Prison Blues: um som que falava da vida de um sujeito que via o sol nascer quadrado e de como o cara foi parar lá. Isso fez com que o Homem de Preto ganhasse muitos fãs que gostavam do seu estilo Bad Boy, principalmente dentro das celas.

Isso fez com que, depois de uma Rehab forçada, Johnny Cash tivesse uma idéia que seria muito utilizada posteriormente por cantores de Rap mundo afora: gravar um álbum ao vivo dentro de uma prisão. At Folsom Prison é o primeiro de três - outros foram gravados em San Quentin e Österåker Prison, esse último na Suécia (sic).

Poucas vezes vi (ou ouvi, como no caso) um músico se divertir tanto trabalhando quanto em At Folsom Prison: nos diálogos, nas canções e na escolha do repertório (imagine cantar dentro de uma prisão cheia: "E o Xerife disse: quero ver você morrer. Então eu ri na sua cara e cuspi no seu olho") percebe-se que Johnny Cash queria, além de chocar, proporcionar um bom show para seu seleto público.

O repertório passa por canções dele e clássicos do Western e Country, Cocaine Blues e Dark As A Dungeon. A faixa que fecha o álbum é de autoria de um dos presos, Greystone Chapel (um Gospel de autoria de Glen Sherley). Participam também do álbum June Carter-Cash (na época apenas June Carter) e Carl Perkins (o autor de Blue suede Shoes... não, não é do Elvis), além do Tennessee Three, banda que sempre acompanhou Cash.

Pra mim, que adoro o álbum, é dificílimo escolher uma ou algumas músicas. Então ouça tudo! Tá... só três? Folson Prison Blues, Cocaine Blues, 25 Minutes To Go... melhor, ouça todas...

É a cara de: Caminhonetes velhas pelo Arizona
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Álbum: Life In Cartoon Motion

Não sei quanto a vocês mas, sempre que alguém grava algo que dá uma platina dupla, o trabalho é realmente bom e o sujeito é bem mais novo que eu, eu fico meio deprimido, sentindo que estou jogando minha vida fora...

No caso de Mika, é pior ainda: ele não só vendeu platina dupla... ele vendeu platina quádrupla só no Reino Unido... no mundo ele já vendeu quase 6 milhões de cópias em um único álbum, Life In Cartoon Motion, e está to top 1 de vendas de 6 países diferentes e da Europa (na média). Como se já não bastasse isso tudo, ainda conheci o sujeito pelo seu trabalho mais brilhante (e pela coisa mais brilhante que ouvi recentemente): Lollipop - um som que mistura elementos do Pop e uma levada vintage, sem contar o clipe fantástico, todo em animação entre Sargent Pepper's e Betty Boop. Alguém tem uma faquinha de rocambole por aí?

Vamos dizer que Lollipop é o ponto alto do álbum. Todo o resto é muito bom também, mas não chega a ser genial (não é ranzinzisce, OK?). Mas todo o álbum é bem diversificado, muito bem trabalhado nos arranjos e o vocal do cara é bem afinadinho, lembrando em alguns momentos, sem exageros, alguma coisinha de Freddy Mercury e de George Michael. O álbum tem bastante influência no Disco/Dance, como se pode perceber em Love Today e Relax, Take It Easy, além de boas baladas, como My Interpretation, que poderia muito bem ser tema de algum seriado americano.

Em resumo o álbum é muito bom mas, mesmo que fosse o Best Of do Charles Manson, valeria só por Lollipop.

É a cara de: quando você só pode levar um único CD.
Assista o clipe: YouTube
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Site: http://www.mikasounds.com/

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Banda: Pony Up!

Imagine que a música decidiu jogar Twister:
  • Pé direito no Indie;
  • Pé esquerdo no Post-Punk Revival;
  • Mão direita no Pop Canadense;
  • Mão esquerda nos anos 80;

Você acha que vai cair? Esse quarteto de moças de Montreal tem é muito contorcionismo, conseguindo alcançar cada um desses pontos. Elas se auto-intitulam um existential dream team. Modéstia a parte, Laura Wills (vocais/teclado), Sarah K. Ruckus (vocais/guitarra), Lindsay Wills (bateria/vocais), e Lisa J. Smith (baixo/vocais) com essas carinhas de personagens de comédia romântica mandam muito bem, em vocais afinados e arranjos sacados.

Do álbum de debut, Make Love to the Judges with Your Eyes, ouça The Truth About Cats and Dogs (Is That They Die), Possible Harm e Make, Model, #.

É a cara de: ouvir dirigindo na estrada, quando todos os outros passageiros do carro estão dormindo ou num brunch de Domingo de manhã, olhando pro quintal com uma caneca de chá na mão.
Site: http://www.ponyup.ca/
MySpace: http://www.myspace.com/iheartponyup