segunda-feira, 2 de junho de 2008

Álbum: At Folsom Prison

Em meados de 1957, Johnny Cash bateu na porta da Sun Records pra mostrar seu trabalho. Uma das músicas que lhe garantiu o primeiro álbum foi Folson Prison Blues: um som que falava da vida de um sujeito que via o sol nascer quadrado e de como o cara foi parar lá. Isso fez com que o Homem de Preto ganhasse muitos fãs que gostavam do seu estilo Bad Boy, principalmente dentro das celas.

Isso fez com que, depois de uma Rehab forçada, Johnny Cash tivesse uma idéia que seria muito utilizada posteriormente por cantores de Rap mundo afora: gravar um álbum ao vivo dentro de uma prisão. At Folsom Prison é o primeiro de três - outros foram gravados em San Quentin e Österåker Prison, esse último na Suécia (sic).

Poucas vezes vi (ou ouvi, como no caso) um músico se divertir tanto trabalhando quanto em At Folsom Prison: nos diálogos, nas canções e na escolha do repertório (imagine cantar dentro de uma prisão cheia: "E o Xerife disse: quero ver você morrer. Então eu ri na sua cara e cuspi no seu olho") percebe-se que Johnny Cash queria, além de chocar, proporcionar um bom show para seu seleto público.

O repertório passa por canções dele e clássicos do Western e Country, Cocaine Blues e Dark As A Dungeon. A faixa que fecha o álbum é de autoria de um dos presos, Greystone Chapel (um Gospel de autoria de Glen Sherley). Participam também do álbum June Carter-Cash (na época apenas June Carter) e Carl Perkins (o autor de Blue suede Shoes... não, não é do Elvis), além do Tennessee Three, banda que sempre acompanhou Cash.

Pra mim, que adoro o álbum, é dificílimo escolher uma ou algumas músicas. Então ouça tudo! Tá... só três? Folson Prison Blues, Cocaine Blues, 25 Minutes To Go... melhor, ouça todas...

É a cara de: Caminhonetes velhas pelo Arizona
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